quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A outra que sou

Estás inteiramente sozinha

fitando da janela essa chuva ébria

que compõe a melodia do teu silencio.

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É noite intensa…

e a insónia é a única que te segura

sobre o abismo lá fora.

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A solidão pesa-te tanto nos ombros…

pois a falta e a ausência são gumes de navalha

que retalham todo o teu Destino.

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Ana Ferreira